Mostrar mensagens com a etiqueta Opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Opinião. Mostrar todas as mensagens
domingo, maio 12
segunda-feira, julho 16
O triunfo dos treinadores. A derrota do futebol.
O mundial da Rússia foi o mais aborrecido de todos os que me lembro ver. Mesmo para aqueles que dissertaram sobre cada partida querendo fazer de cada uma delas um jogo de suprema estratégia, quais generais a por e a
dispor os seus soldadinhos de chumbo num campo de batalha, ainda assim, não conseguiram negar a evidência – que estopada foi este futebol por terras russas. Ouvi-los, jogo após jogo, tentar seguir os raciocínios elaborados foi o primeiro passo para percebermos que não
estávamos a ver a mesma coisa. Esforçaram-se muito, é verdade. A linguagem é cada vez mais cuidada e o vocabulário específico assertivo. No entanto, o futebol praticado de há uns anos para cá não acompanha esta vontade veemente
de o entender racionalmente, de ver beleza onde o belo não toca, de o vender como
de obra de arte se tratasse.
Desde que os treinadores e os seus afeiçoados comentadores começaram
a ter um protagonismo inusitado, a qualidade do futebol nas quatro linhas mirrou: o rigor e
a disciplina férreas espartilharam o jogo, os esquemas táticos, assinados por
estrategas de gravata e fato armani, tiraram-lhe
o improviso, o pragmatismo seco e inestético impôs-se. Aos domesticados craques
da favela ou do bairro pobre parisiense resta-lhes apenas escolher a cor das
chuteiras, os cortes de cabelo e as tatuagens.
segunda-feira, outubro 16
A lição de Tiago Oliveira, engenheiro florestal
Na RTP3, entre as sete e as sete e vinte, vi e revi a
entrevista do engenheiro florestal, Tiago Oliveira. Num tom agastado, cansado
provavelmente de repetir ano após ano as mesmas coisas, advoga a única via
possível: adequar metodologias internacionais de prevenção e combate aos
incêndios, tratar da vegetação durante todo o ano, vigiar os espaços, educar a
população.
domingo, outubro 8
“La verdad nos haría libres, pero preferimos la mentira porque nos hará independientes”, F. Savater
Mais uma facadinha num Projecto Europeu tão fragilizado nos
últimos anos. Numa Europa que se pretendia sem muros e sem bandeiras, aparecem agora
estes movimentos, o Brexit e a Catalão, absolutamente anacrónicos e incompreensíveis.
Nesta questão catalã, alinho pela análise de Fernando Savater, no El País.
sábado, julho 8
Tancos, ao contrário de tantos…
... sinto-me agora mais seguro. Mais seguro por saber que o General Rovisco
Duarte continuará como chefe do Estado-Maior do Exército. Assumiu sem tibiezas uma
responsabilidade evidente, agiu com rapidez no apuramento das responsabilidades
operacionais, foi parco em palavras como o momento exigia.
sábado, maio 6
MNE corta exame que chumbava mulheres
segunda-feira, abril 24
Os turcos de Erdogan
André CarrilhoRetirei do DN:
. Na Turquia - vitória conseguida pelo presidente Recep Tayyip Erdogan - 51,18% votaram sim e 48,82% não;
. Na Alemanha vivem cerca de três milhões de turcos, votaram cerca de 650 mil, tendo o sim ganho com 63,07%.
. Depois da Alemanha, a França é o país preferido da imigração turca, estimando-se que sejam mais de 800 mil - votaram cerca de 140 mil, tendo o sim ganho com 64,85%dos votos.
Este referendo, para lá das questões formais da passagem de um sistema parlamentar para um sistema presidencial, foi sobretudo um sinal de apoio ou não às políticas seguidas por Erdogan. Só para recordar: Erdogan nos últimos tempos prendeu milhares de turcos da oposição, incitou ao ódio contra os europeus, reduziu drasticamente os valores de uma Turquia liberal (liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de divergência e separação de poderes).
E foram os emigrantes turcos na europa a dar um apoio inequívoco a toda a política de Erdogan, e contrária aos valores das democracias europeias. Inquietante.
sexta-feira, janeiro 20
O que correu mal em Obama?
Também vou ter saudades de Obama. Saudades do humanismo e da tolerância. Saudades da modernidade e da elegância dos actos. Do seu sorriso largo. Saudade dos discursos espontâneos
e informais, das diferenças de timbre da sua voz, das alterações sistemáticas
de ritmo, das pausas prolongadas que nos permitiam refletir. A oratória como uma ciência das emoções. Também um mestre na gestão da imagem. Ninguém geriu tão bem a linguagem
corporal, os locais por onde andou ou por onde passeou, até mesmo a subtil e eficaz exploração dos espaços familiares e dos gestos mais íntimos. Se era difícil superar Bill Clinton, Barack Obama
conseguiu-o largamente.
Se do ponto de vista europeu e pelos dados revelados pelos
vários indicadores, a governação foi, apesar da maior crise económica mundial depois de 1929 e ao invés da Europa, um sucesso, há algo que não consigo compreender, porque contraria a história da tomada do poder dos partidários do populismo:
o que correu mal nestes anos de Obama para que o povo americano votasse numa mudança
tão radical e entregasse o mais alto cargo da nação ao sinistro Donald Trump?sábado, setembro 24
Um prémio para a má arquitetura.
Surpreende-me que ninguém tenha argumentado que deve ser o oposto: que a má arquitectura tem de ser penalizada. Ou seja, que a fraca exposição e orientação solares, a má qualidade ambiental, os coeficientes que indicam falta de conforto devem ser, estes sim, agravados e, obviamente, beneficiados todos os edifícios que respeitam as normas ambientais, que se integram na paisagem, que reduzem consumos, que proporcionam uma vida melhor.
segunda-feira, julho 13
quarta-feira, abril 29
Uma "Ikea"
Um contraste que não deixa dúvidas a ninguém. Parabéns aos designers da Ikea.
Como reverter esta situação que se generalizou e desfigura as nossas casas? Uma ideia: porque não descer o IMI a quem tem bom gosto (não tem marquises).
sábado, abril 25
Cravos vermelhos
Há uns anos, a propósito do 25 de Abril, escrevi o editorial do jornal escolar.
“Para comemorar o 25 de Abril, pedi duas pequenas histórias aos meus colegas Jorge Santos e Turé Couto que viveram intensamente este período e o anterior. Vale a pena lê-las porque, para além do seu valor literário, os mais velhos recordarão com certeza esse tempo mesquinho e claustrofóbico. Para os mais novos, os nossos alunos, para quem esta data é sobretudo um feriado bastante oportuno, espero que vejam nestas histórias, puras histórias de ficção: ou seja, aos olhos de quem sempre viveu em democracia, pareçam inacreditáveis, irreais, de um tempo que acabou há muito. Será sinal que Abril se vai cumprindo. Não devemos, nesses inquéritos feitos na véspera do dia, estar muito preocupados se eles sabem ou não quem foi o Salgueiro Maia ou o Otelo. Não passamos nós com uma idêntica leveza pelo 5 de Outubro? Seremos menos republicanos por isso? Valorizemos antes, e diariamente, os ideais de Abril e da República – Liberdade, Igualdade e Fraternidade.”
domingo, julho 13
Terra, Olga Roriz
quarta-feira, julho 9
82. Quando a derrota verdadeiramente doeu.
A última selecção brasileira que não precisava de rezas nem mezinhas nem milagres. Simular uma falta era dar tempo ao adversário e um pontapé para o ar uma opção vergonhosa.
segunda-feira, julho 7
sexta-feira, julho 4
Técnica
Se técnica se define como eficácia com o menor esforço,
aliás a própria definição é um primor de síntese e de eficácia compreensiva, os alemães possuem, desde há muitos anos, o futebol em que a técnica individual (não no sentido circense e comummente classificada como tal) melhor se expressa
e, como não podia deixar de ser, ao serviço da equipa e das vitórias.
Manifesta-se pela qualidade da recepção, do passe e do remate, pelo predomínio da objectividade,
da linha recta e pela elevada quantidade de
jogadores envolvidos nas acções - a matemática assim o exige.
Mas não é com este modelo minimalista de jogo que se fazem
os espectáculos. Os grandes espectáculos de futebol fazem-se com a emoção da linha curva,
do drible, do Olé, do rodriguinho, do erro, da simulação, do individualismo, das estrelas narcisistas, em suma: da teatralidade.
segunda-feira, agosto 12
Recomeçar
Com Jesualdo pensei que tínhamos chegado definitivamente à conclusão que a um Sporting de parcos recursos económicos só lhe restava a aposta na formação. Temo
que se tenha voltado atrás: chegaram inúmeros jogadores de qualidade duvidosa, recuperaram alguns manifestamente incapazes, empurraram os “miúdos” de qualidade inquestionável para o banco, para a B e, talvez, para
fora.
Recomeça-se permanentemente no Sporting, talvez por
ignorância do que se fez, talvez por vaidade.
segunda-feira, julho 8
Um mestre em apuros
Premissas para revogar o irrevogável:
Paulo Portas, dois anos depois, tem a
certeza que Passos Coelho é incompetente; Paulo Portas espera até ao limite do
suportável pela demissão de Vitor Gaspar; Paulo Portas vê na nomeação da Maria Luis
o perpetuar de uma apagada e vil tristeza; Paulo Portas sabe que a queda do
governo representa a extinção do CDS/PP; sabe também que esta oportunidade é a
última hipótese de chefiar um governo.
Jogada final de um mestre em apuros.
sábado, junho 29
O poder nas ruas
Female tailors on strike.New York City, February, 1910
Não será por acaso que o direito à greve está consagrado em todas as
constituições dos países ocidentais civilizados. Representa o último patamar a
que recorrem todos aqueles que querem ser ouvidos e que reclamam atenção de
quem os governa.
Desvalorizar, ridicularizar ou achar, como se tem ouvido cada vez mais, que os grevistas não passam de gentinha manipulada por sindicatos ou partidos sem escrúpulos é não só estúpido como abre naturalmente caminho a soluções bem menos civilizadas: os últimos tempos têm sido férteis, na Turquia e no Brasil, o povo saiu em manifestações de rua, espontâneas, inorgânicas, ameaçadoras, conquistando simpatias e promessas imediatas dos governantes. E o perigo vem verdadeiramente daí, do poder poder cair nas ruas - e todos sabemos o que isso significa.
Desvalorizar, ridicularizar ou achar, como se tem ouvido cada vez mais, que os grevistas não passam de gentinha manipulada por sindicatos ou partidos sem escrúpulos é não só estúpido como abre naturalmente caminho a soluções bem menos civilizadas: os últimos tempos têm sido férteis, na Turquia e no Brasil, o povo saiu em manifestações de rua, espontâneas, inorgânicas, ameaçadoras, conquistando simpatias e promessas imediatas dos governantes. E o perigo vem verdadeiramente daí, do poder poder cair nas ruas - e todos sabemos o que isso significa.
Insisto: o direito à greve representou um enorme avanço civilizacional e desvalorizá-lo parece-me politicamente um erro grave e um desrespeito
pelo passado que nos trouxe até aqui.
quarta-feira, maio 1
Ponto de partida para os cortes
A mais séria proposta de Reforma do Estado foi lançada, em jeito de desafio, por Paulo Pedroso na TVI24. Sumariamente: analise-se onde o
Estado gasta mais do que a média europeia em percentagem do PIB e corte-se aí.
A formulação é tão simples que me parece um justo ponto de partida para
qualquer reforma séria. Ou não?
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















