segunda-feira, março 17

“Twinkling star”






Já todos sentimos aquele súbito tremor na vista e o frémito que percorre a espinha, aquele desconforto, aquela agitação interior perante o inesperado, perante o belo. Ou, como neste caso, perante o feio.

Apareceu de vestido de cetim branco, rodado, pelo joelho. A pele clara das costas, os ombros e os braços nus ganhavam um protagonismo inusitado. Preso do pescoço até a uma cintura subida, um emaranhado de pregas, franzidos e acessórios dourados diluíam por completo uns seios firmes e um corpo helénico. O trabalho com os cabelos foi devastador. O cabelo liso deu lugar a um elaborado e confrangedor penteado de madeixas e caracóis. Os brincos, arrecadas da avó de filigrana fina, baloiçavam incessantemente. E não soube parar, os olhos retocados a tons suaves e os lábios pintados desfiguraram irremediavelmente um rosto cândido. Para acentuar o desastre da composição, escolheu uns sapatos claros de salto alto a condizer.
Enquanto caminhava ao seu encontro, o jovem professor viu que Dalva transformara-se numa boneca espanhola desarticulada.
Viu-o desconcertar-se, pestanejar, entreabrir os lábios para não dizer nada. Ficou pálido.
«Vamos», balbuciou.
Emudeceu.

Os dias eram demasiado quentes e secos para os primeiros dias de junho. David passava pontualmente às seis e meia de regresso à casa alugada por um grupo de professores. Foi colocado a meio do ano letivo após ter terminado o serviço militar obrigatório. Alto, cabelo curto, de tez morena - reflexo da vida militar, David fora convidado a partilhar a casa com outros sete professores. A “casa dos professores”, uma verdadeira república nas palavras do padre da paróquia, era local de pouco sossego: saídas pela noite dentro, folias e folguedos a desoras, jantares prolongados no terraço com os muitos amigos que por lá pernoitavam. Não demorou muito tempo para que a casa fosse vista, na perspetiva dos olhares das viúvas da aldeia, como um local pouco recomendável pela suposta promiscuidade que por lá reinava e à qual o padre fizera na missa de domingo, embora velada, uma referência depreciativa às mulheres que a habitavam.

 Às seis e meia, o carro percorria os metros finais de uma estrada que acabava naquela terra isolada do Douro – Pedregal. Apesar do rio a escassa distância, aquelas terras não beneficiavam das vantagens da zona demarcada do vinho do porto. Terra pobre em concelho pobre. Devastada pela emigração que lhe levara os homens, Pedregal era terra de amazonas. Mulheres robustas, precocemente gastas, touca e avental, saias largas pelos joelhos, pernas nuas, braços fortes e tisnados, carregavam, ao final da tarde, cestos, produtos da terra, enxadas, filhos pequenos,trouxas dos filhos e da casa, e animais.
Dalva era a mais nova dos cinco filhos da proprietária da venda da aldeia. Ficara ela. Quatro anos antes, trocara com agrado os estudos para cuidar da doença da mãe e do pequeno negócio. Com os seus 20 anos, os dias eram demasiado longos para ela. Dormia até tarde, substituía a mãe na hora da preparação do almoço, aviava as velhas viúvas da aldeia, recebia o correio, lia as cartas de França ou da Alemanha, cumprimentava o velho padre da igreja em frente, que não evitava em olhá-la demoradamente alertando-a, com o sotaque arrastado e cantado do Porto, para os perigos de tanta beleza, «Dalbinha! Dalbinha!». Pela tarde, como em todas as tardes, sentava-se no banco de pedra à porta da loja a respirar, entediada. Entrava ocasionalmente para atender o telefone, chamar um carro de praça de Santa Marinha, despachar um cliente esporádico, e voltava para o banco à sombra da roseira retorcida de pequenas rosas escarlate. Conversava com os velhos da aldeia que por ali ficavam, simplificava na roupa, descuidava-se na postura naquelas tardes quentes. Não nos olhares para o professor que passava religiosamente àquela hora.
 Quando o motor do Fiat se fazia ouvir, já Dalva tinha alongado o corpo, prendera melhor o cabelo, colocara-se na posição mais favorável. E eram tantas, Dalva, filha de Júpiter. No momento fugaz em que cruzavam os olhares, Dalva esboçava, sem se descompor, um ligeiro sorriso atrevido. E era aquela postura de felino e aquela simplicidade que a tornavam, aos olhos de David, surpreendente bela. Como o comovia aquele toque de aparente negligência. As t-shirts e as calças de ganga que usava regularmente desenhavam-lhe um corpo magnífico. E ela sabia-o. O padrão não variava: fundo liso, riscas finas brancas horizontais adossadas a outras vermelhas ainda mais finas contornavam e realçavam os volumes de um busto perfeito e de uma cintura jovem. Os cabelos castanhos com laivos dourados apanhados atrás deixavam o rosto e, sobretudo, o sorriso brando superar a frieza da perfeição clássica.

O calor do fim do dia parecia ter atingido o pequeno carro pelas curvas da margem direita do Douro. Seguia em sentido contrário ao rio. Dalva mostrava-se entusiasmada com o convite para uma noite na discoteca com os amigos de David e tudo fez para que os monossílabos bruscos e o amuo dele se dissipassem. Tinha percebido desde o primeiro momento que algo o perturbara e, sem alterar a rotina dos meses anteriores, colocou, como colocava sempre, a mão na perna dele e esperou que a mão dele a tocasse, como tocava sempre. Deixou, como só as mulheres sabem, e sem que houvesse menor indício de vulgaridade naqueles descuidos, que o próprio percurso sinuoso do rio deixasse assomar o joelho redondo, a coxa lisa, que o vestido se descompusesse e deixasse, por momentos, que parte do seio direito se visse. A mão que sempre a tocara não escondia o mau estar nem o silêncio obstinado. Rodava impacientemente o botão do rádio, tirava e punha cassetes, rebobinava-as, guiava olhando a estrada de testa congestionada pela aversão. Não sabia como comportar-se, ou para onde ir, o que dizer. Não encontrava, no fundo, uma justificação para desistir da noite com os amigos. Podia ter-lhe pedido que tirasse o vestido branco de cetim e voltasse aos jeans e tshirt, mas a ideia de condicionar alguém estava fora das suas cogitações.
O mau humor não se dissipou ao jantar. Comeram pouco e quando David por breves momentos a olhou nos olhos, Dalva percebeu o pânico instalado no namorado. Não o inquiriu nem o condicionou. Falou do livro que andava a ler - porque lia noite dentro, dos livros que a despertaram para o hábito da leitura, de Eça de Queiroz, fez referências pormenorizadas aos lugares de A Cidade e as Serras, que tinha como cenário aquela zona. Pela primeira vez, Dalva falou mais do que ele. E fê-lo com graciosidade, sem aparente esforço, como diriam os italianos do quattrocento, com sprezzatura. David percebeu nessa altura que não só desconhecia o que Dalva lia, o que ouvia, do que mais gostava, mas também se tornou ainda mais claro de que ela o amava. Desde que o conhecera, passara a ser não só o porta-voz de um mundo novo como também o próprio mundo. Gostava de o observar, como se movia, como se comportava. Talvez fosse a melhor maneira de o conhecer. Mais, escutava-o. Mais, estava-lhe grata.
Mesmo resignado, a má disposição de David não se desvaneceu por completo e o resto do percurso foi marcado pelo entusiasmo moderado e pela ternura discreta de Dalva, que nunca provocaram nele qualquer tipo de constrangimento. Virou-se mais para si, para as músicas dela, e que eram também as dele: Louis Amstrong, Nat King Cole, em espanhol, uma descoberta para ela, e, sobretudo, as de Ella Fitzgerald que lhe pareceram as mais adequadas para retirar o companheiro do ambiente soturno em que se metera. Conhecia-as de cor. Suavemente, na penumbra que os envolvia, sobrepunha a sua voz à de Ella. Dedicated to you era canção preferida de David, e Dalva cantava-a baixinho, «If Ishould write a book for you/ … / That book would be like my heart and me/Dedicated to you» e tornava a sua voz imperceptível durante parte do tempo dando espaço à surdina do trompete, à orquestra, aos pensamentos, regressando para sublinhar, «If I should find a twinkling star/ One half so wondrous as you are/ That star would be like my heart and me /Dedicated to you», prolongando, para além da voz de Ella, o u em diminuendo.
Chegaram mais cedo que os amigos à discoteca e sempre que alguém entrava, o coração de David saltava. E tal como ele previa, aconteceu o que mais desejava e, também, o que mais temia: Luísa também viera.

Deixara-o há alguns meses. Mulher de mil encantos, mulher que moldou os seus gostos, mulher que ocupou obcecadamente todos os seus pensamentos. No dia em que a conheceu, não conseguiu dormir; quando soube do interesse dela em voltar a sair com ele, não acreditou; quando lhe deu o primeiro beijo, não soube se devia rir ou chorar. Portuense, aluna da faculdade de medicina, Luísa falava, ao contrário do que seria de esperar, de cinema e de teatro, recomendava o cinema fantástico do Fantasporto, referia, a miúdo, as propostas alternativas do FITEI (festival de teatro do Porto) e gostava, em particular, de livros, dos sul-americanos - tão em voga com o prémio nobel de Garcia Marquez. Mas era de poesia que falava com mais entusiasmo. Iniciou-o em Fernando Pessoa, nos heterónimos, mostrava preferência por Ricardo Reis, lia-lhe os modernistas portugueses. David sucumbiu não só à beleza de Luísa, mas também ao poder da palavra, ao entusiasmo, às escolhas que fazia, ao cosmopolitismo de Luísa. Quando terminou a relação, falta dizê-lo, fê-lo com a delicadeza que se esperava: transcreveu um poema de Mário de Sá Carneiro na página dedicatória do livro que lhe oferecera - «Um pouco mais de sol – eu era brasa / Um pouco mais de azul – eu era além / Para atingir faltou-me um golpe de asa …. Se ao menos eu permanecesse aquém …» e terminava com a ideia de que ao ler o livro David compreenderia melhor a decisão dela.
Um enigma que o havia de consumir.
Estava mais magra e, como muitas vezes acontece, tornara-se ainda mais bonita. Mantinha uma elegância fora do vulgar, um pouco francesa misturada com uma certa travessura italiana. O cabelo liso e negro pelos ombros, risca ao meio bem desenhada, pele morena, olhos de suave recorte oriental reflectiam requinte e sofisticação e, para além disso, o mistério das mulheres belas. E mulheres belas, especialmente se ainda são inteligentes, provocavam em David um tremendo sentimento de insegurança.
Quando viu David, o olhar de Luísa passou por brevíssimos instantes por ele para se fixar de imediato na companheira do lado, em Dalva, numa avaliação imediata, instintiva, precisa, para lá do cetim branco e das arrecadas de filigrana fina, para voltar de novo a David. O sorriso alargou-se, familiar, sedutor, de resgate. Luísa vira uma igual. Dalva, apesar de surpreendida, compreendeu de imediato tudo. David não foi capaz de fazer mais nada senão olhar para a universitária, enfeitiçado. Ficou embaraçado, terrivelmente embaraçado, e o muito que sentiu foi sobretudo expresso pelo pouco que disse.
Foi uma noite de silêncio, espaçada por risos nervosos e galanteios. David manteve-se próximo de Dalva, mas não se esquivou nem quis às conversas curtas e recorrentes de Luísa nem aos seus subtis sinais de afecto. O barulho obrigava-os a aproximarem os rostos para se ouvirem. Invocavam um passado recente, recordavam episódios entre os dois, não evitavam tocar-se. David absorvia cada gesto, cada sorriso, cada palavra, mesmo sem as perceber. O simples fluir do som que as palavras produziam, a intimidade da conversa, excitavam-no.
 Não conseguiu ocultar os sentimentos, que é, como alguém disse, o primeiro passo no sentido das maneiras civilizadas. É o risco que a pessoa corre quando se apaixona. Arrisca-se a perder a dignidade.
 Dalva, Dalva, filha de Júpiter.
Dalva, circunspecta, colocava a mão na perna dele num último esforço para o agarrar, e só a retirou, num gesto instintivo, quando Luísa fez referência a Aquellos ojos verdes de Nat King Col e em particular a Dedicated to you, de Ella Fitzgerald.
Dalva inclinou-se, e com uma tremura na voz embargada suplicou-lhe ao ouvido, «Vamos …?» - desviando o olhar, escondendo-o. Estava só. Sentia-se uma intrusa num ambiente adverso.
David percebeu, num lampejo de lucidez, o desconforto e o abandono da namorada.

Era tarde. Tudo estava em ordem: o carro verde seguia agora no mesmo sentido do rio. O Douro brilhava do lado esquerdo. O contorno dos ciprestes, esguios e nítidos, que pontuavam a paisagem duriense entrava pelo céu claro daquela noite sem ar. O silêncio só era perturbado pelas janelas abertas e pelo barulho de um motor apático.
Embora por diferentes razões, o silêncio entre eles exprimia tudo o que sentiam. Não foi pronunciada uma única palavra. Tiveram a inteligência de não falar. Não se pode prever as consequências que as palavras podem causar, os mal-entendidos, o efeito explosivo. De olhar quase cego, com o vento no rosto, David não conseguia esquecer as palavras que ouvira nem o beijo fresco de despedida no canto da boca. Luísa sabia que por esse último beijo seria sempre recordada. Como traduzir aquele beijo em palavras? Enquanto o silêncio perdurou, repetiu mentalmente, uma e outra vez, as conversas, misturando o que ouvira com o que tinham dito e com o que desejava ter dito. Atribuiu significados aos mais pequenos gestos, aos olhares, interrogou-se, especulou, procurou as palavras certas, reconstruiu diálogos, esboçou sorrisos. Tudo lhe parecia mais nítido.
Quando o carro se preparava para desviar do rio, a escassos quilómetros da aldeia, Dalva, num gesto de condescendente ternura, colocou, como colocava sempre, a mão na perna dele e a mão dele, num gesto espontâneo de contrição, tocou-a de imediato, como fazia sempre.

Do promontório via-se o rio ao fundo, apertado por montes e vinhedos. Há muitos no Douro, mas aquele fora o primeiro local que David escolhera para passar as tardes de ócio. Um pequeno desvio em terra, ladeado por olmos, castanheiros, giestas, escondia o carro, deixando-o suspenso com o rio aos pés. Era ali que passavam as tardes. Dalva sentia-se à vontade, aliviada, de brilho nos olhos. A mão que colocara na perna dele, já afagara a mão de David, já notara a excitação, já repousara lá. O Fiat 127 verde estava de frente para um rio largo, brilhante. Dalva retirou os brincos, soltou o cabelo, já descalçara os sapatos de salto. Passou para o banco de trás com a desenvoltura de quem o fizera de outras vezes. David seguiu-a. Sentou-se primeiro. E ela em cima. Virada para ele. O vestido de cetim branco rodado facilitou o contacto quente dos corpos. Inclinou a cabeça na direção do peito e permitiu que David retirasse, de um gesto só e como que por magia, as pregas, os folhos e os franzidos que escondiam os seios rijos. Na memória dele, toda a noite, a pouca luz e toda a beleza se imobilizaram nesse momento. O momento em que a imagem de Dalva superava os mestres barrocos e tornava-se numa obra-prima viva, sedutora, eloquente. A luz de um luar quase pleno contrastava um corpo firme de uma voluptuosidade estonteante. Os lábios dela, luxuriantes e ternos, redimiam-se de um silêncio atroz. Dalva oscilava entre a meiguice e o enliçamento animal. Esmagavam as bocas, mordiam-se, chupava-lhe as mamas túmidas, paravam para ganhar fôlego e era nestes instantes, presos pelo sexo, que se olhavam deslumbrados.
«Amo-te», sussurrou-lhe ao ouvido pela primeira vez. Dalva sorriu.

David sabe, hoje, que a bela Dalva – a bela Afrodite, pertencia ao grupo de mulheres que, a começar pelo corpo e a acabar na alma, se tornaria a mulher perfeita. A verdade, no entanto, é que se tornara evidente que apesar de todos os seus encantos – a sua ternura, a sua beleza, o seu riso fácil – David nunca poderia amá-la. David tinha um enigma que o consumia.



16 comentários:

  1. Muito bem escrito. Gostei muito

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  2. Excelente texto!
    Recordo perfeitamente esta época e o modo como o meu amigo António exaltava Dalva, a sua Afrodite.
    Obviamente desconhecia os detalhes, dada a sua discrição.
    Sabia dos seus sentimentos e da intensidade com que eram vividos...
    Óptimo amigo, aparentemente reservado numa primeira impressão, revela-nos um coração de gigante durante o convívio.
    Esta sua passagem por terras Durienses revelou-se numa etapa assaz curiosa da sua saga como professor, conforme ia revelando naquela grandes noites de conversa que sempre cultivamos.
    Fabuloso!
    Parabéns, Ni!
    Um abraço
    Paulo

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    1. Exageras, Paulo. Amigos a falar de amigos.
      Ficção, não mais.
      Um abraço

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  3. Que belo texto!
    Parabéns, António!
    Bj da Nazaré

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  4. Para substituir “Padre Amaro” por “Professor António”, seria também necessário, neste contexto, substituir “O Crime” por “A Boa Ação”. Foi, com efeito, o que fizeram um ao outro, estes dois jovens, num encontro aparentemente predestinado, naquele recôndito fim de mundo. Ele pelo azar de um concurso mais parecido com uma tômbola. Ela, possivelmente, por ter uma consciência de dedicação à família. O azar dele transformou-se em sorte num merecido quiproquó. A consciência dela foi premiada por uma vivência que acredito lhe tenha ficado indelevelmente gravada na memória emocional. E assim se ajudaram a vencer o fastio e o vazio social destas paragens, avesso a corpos e espíritos ainda cheios de energia para dar.
    Um tema já explorado pelos clássicos do romantismo, mas tratado neste belo texto com muitos toques de modernidade em que são percetíveis as boas fontes da literatura onde o seu autor se costuma saciar.
    O beijo de Luísa no canto dos lábios fez-me lembrar Louis Armstrong e a sua bela letra “Give me a kiss for just a moment and my imagination will make that moments live”. Talvez não merecesse tanta importância, este beijo, pois poderia estragar ou alterar fatidicamente o desfecho de uma relação que, apesar de não ter futuro, foi construída num misto de inocência e sinceridade e merecia terminar sem a marca intriguista e maliciosa da mulher que só se queria aproximar apenas por um sentimento momentâneo e oportunista de impor a sua presença de fêmea oponente.
    Não visitava o blog há algum tempo. De um artista plástico esperava encontrar pinturas ou esculturas, mas afinal o artista plástico está a transformar-se em artista literário.
    Bela prosa, parabéns!
    J. Carvalho

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  5. Está à vista que já é tempo de te dedicares a sério a escrever!
    O golf pode esperar...
    Tó Rodrigues

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  6. Parabéns! Gostei muito do texto.
    Também conheci um pouco da "ficção nada mais"...
    Concordo com o Tó, devias escrever mais, mas não deixes o Golfe, pois a escrita poderá piorar.
    Um abraço.
    Tó Manel..

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  7. Ah! Ah! Ah! Mudaste o nome! Tarde de mais!

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  8. O nome David não se coaduna com a história. Desadequado. A verdade é bem melhor, "David"...
    Um abraço
    Paulo

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  9. Respostas
    1. És igual ao teu pai: amiga de sempre e hiperbólica.
      Um abraço

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