segunda-feira, julho 25

Cartas de Vidago, Europe, aide moi! Europe, help me! Europa, helf mich!

 





Num texto de opinião publicado há alguns anos constatava eu que “… a mão que apertámos à Europa estava oleosa e escorregadia…” e a seguir vaticinava “…em breve, ela [a Europa] estará longe e indiferente às nossas lamentações, mas perto e intransigente para as suas exigências. Com efeito, o desenrolar dos acontecimentos confirmou a constatação e o vaticínio. A necessidade de ajuda continuou, mas não rumo a uma posição sólida e sustentável que nos permitisse retribuí-la. O desfecho desta constante dependência poderia ter sido trágico se não fosse uma nova oportunidade concedida pela estrutura em que estamos inseridos e que deverá ser utilizada não só para nos salvar mais uma vez do naufrágio como também para manter aquela estrutura intacta. Saibamos por isso aproveitá-la para não andarmos constantemente de mão estendida como um elo fraco sempre na iminência de se despegar.

Depois de muitas golfadas de oxigénio injectadas ao longo de mais que uma década, chegámos ao início do século XXI com o oxigénio gasto, mas continuámos numa frágil jangada porque não segurámos a mão da Europa com firmeza para seguirmos no sólido paquete que nos levasse a bom porto. Durante os últimos dez anos, a jangada balançava por cima de uma tempestade camuflada e prestes a eclodir. O paquete seguia de perto, transmitindo alguma segurança, mas parecia demasiado distante para o socorro no caso de a tempestade rebentar. Esta deu finalmente os seus sinais, agravados por alguns torpedos de marca “rating” que quase viraram a ‘balsa’ e até provocaram alguns danos no navio.




Depois de tão ameaçadora ofensiva, a tripulação reagiu finalmente numa atitude que se impunha há mais tempo e se vislumbra protectora não só para os iminentes náufragos como para todo o casco que necessita de urgente reparação. Resta a todos os passageiros e tripulantes, sem excepção, seguirem estritamente todas as regras para que no paquete haja um lugar seguro para todos e que se mantenha sólido e resistente a ameaças, sejam elas naturais ou fabricadas.




José M. Carvalho

















3 comentários:

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  2. Não vejo qual é o problema!
    É proibido ter um estilo?
    Estamos numa de formatar tudo?

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  3. Ao "Tó":
    Quando escolhemos algo para frequentar, fazê-mo-lo por gostarmos do ambiente, das pessoas, das particularidades do local...
    Se as condições mudam, é normal que avisemos o proprietário antes de nos mudarmos nós.
    É que o "estilo" do blog está-se a perder para um "estilo" completamente diferente.
    O autor do novo estilo que "arranje" local próprio e não venha "formatar" o local dos outros.
    Um leitor

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