quarta-feira, janeiro 15
sábado, janeiro 4
terça-feira, outubro 22
segunda-feira, agosto 19
Recordações de um europeu
Brilhante. A reler.
quinta-feira, maio 16
Para quem gosta de Agustina, O Poço e a Estrada
Uma biografia a partir das obras, correspondência, entrevistas na imprensa ....
Os livros preferidos de Isabel Rio Novo. Um Cão Que Sonha, Embaixada a Calígula, Fanny Owen, Homens e Mulheres, Ronda da Noite.
Os livros preferidos de Isabel Rio Novo. Um Cão Que Sonha, Embaixada a Calígula, Fanny Owen, Homens e Mulheres, Ronda da Noite.
domingo, maio 12
segunda-feira, março 11
Faial, Pico e São Jorge, pelos olhos de Vitorino Nemésio. Magnífico
Mau Tempo no Canal, Vitorino Nemésio
terça-feira, janeiro 22
A Síbila, de Agustina Bessa Luís
Um livro que me tinha impressionado há muitos anos e que, na altura, exigi a mim mesmo uma nova leitura. Trinta anos depois, uma opinião definitiva: não conheço melhor. Denso, inteligente, brilhante!
«Quina espiava-o, sem, porém, deixar que ele a surpreendesse. E tomava-a uma secreta alegria, ao sentir de novo a familiaridade de todos aqueles objectos, os ancinhos, as velhas foices desdentadas no vão escavado da parede mestra, a lareira com a pequena cafeteira que fervia e cujo silvo era o acompanhamento adequado ao ronronar dos gatos. Por uma frinchazinha da pálpebra, advertia a atitude amuada e puerilmente orgulhosa daquele homem cuja estreita fronte se franzia num esforço tocante de se mostrar penalizado por uma ofensa. E ela ria-se intimamente; e as lágrimas afogavam-lhe o riso, e as suas mãos tremiam ao tocarem a tampa da cafeteira que oscilava ao ferver. O grande luar e a atmosfera toda azul viam-se da janela de grandes abauladas; os cães ladravam aos rumores da noite, e sonoramente a água caía de alto sobre o tanque, desenhando círculos que eram como rugas de vidro.Quina estendia os seus pequenos pés, os calcanhares poisados nas chinelas; o lenço, puxado sobre a boca, dava-lhe um ar misterioso e quase jovem.»
A Síbila, Agustina Bessa Luís
quinta-feira, novembro 1
Garrincha
Mais uma biografia maravilhosamente escrita por Ruy Castro. Agora sobre o jogador mais amado pela geração de 50/60. Mané Garrincha - da infância selvagem à destruição pelo alcoolismo.
«Garrincha foi então deixado sedado e sozinho - uma estrela mais solitária do que nunca naquela noite imensa. Todo o interior de seu corpo estava em revolução. Esse corpo já não lhe pertencia para as arrancadas de Pimpinela Escarlate pela ponta direita, para as freadas bruscas que faziam guinchar as chuteiras, para as torções de circo em que os seus músculos e ossos pareciam de borracha nem para a mortífera potência de colocação de seus chutes. Não lhe servia também para ter prazer e dar prazer às muitas mulheres que ainda poderia possuir pela vida. Não lhe servia nem mesmo para absorver e metabolizar todas as garrafas que ainda pretendia beber. Já não lhe servia para nada. A autópsia revelaria que seu cérebro, coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino delgado e rins já estavam parcialmente destruídos.»
Ruy Castro, Estrela Solitária, Tinta da China
domingo, outubro 21
Seguir A Página Negra de Manuel S. Fonseca dá nisto
Eu creio ainda ouvir
Eu creio ainda ouvir
Oculta sob as palmeiras
A sua voz terna e sonora
Como um canto de pombos
Oh, feiticeira da noite
Divino êxtase
Oh, recordação encantadora
Louca embriaguez, doce sonho!
Ao brilho das estrelas
Eu creio ainda vê-la
Entreabertos seus longos véus
À brisa morna da noite.
Oh, feiticeira da noite
Divino êxtase
Oh, recordação encantadora
Louca embriaguez, doce sonho!
Encantadora Recordação!
Admirável Recordação!
quarta-feira, outubro 3
terça-feira, setembro 25
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