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quinta-feira, outubro 18

Septicemia


Despesa, receita, défice, austeridade, orçamento, napalm, Manuela (Cavaco não fala), Borges, Gaspar, Pedro e o lobo, Portas, coligação, memorando, Merkel, a Europa, FMI, troika, "Que se lixe a troika", Relvas, "Vai estudar Relvas", rua, manifestações, Espanha, Grécia (cruzes, canhoto!), Portugal, os portugueses, nós, "o melhor povo do mundo", juros, impostos, irs, imi, tsu, gritar, ladrões, indignação,  desemprego, "não há luz ao fundo do túnel",emigração, scuts, ex-scuts,  governo anterior, governo, desgovernoBancos, assembleia, deputados, a maioria, os outros, os militares, jornalistas, economistas, fiscalistas, jornais, telejornais, serviços noticiosos, depressão, esquizofrenia, Septicemia. 

quarta-feira, outubro 10

Eu, professor da Escola Pública



Para mim, professor da escola pública, é intolerável ser tratado sistematicamente desta maneira – como despesa. Significa tão só e a limite uma discriminação assente na natureza da minha entidade empregadora. E isso é preconceituoso e, certamente, inconstitucional.

sexta-feira, outubro 5

O discurso de Francisco Assis


Dirão alguns que não passou de retórica política o discurso de Francisco Assis, hoje no Parlamento. Se mais não fosse do que arte de bem falar, já seria o bastante naquele mar de mediocridade. Mas, sinceramente, pareceu-me muito mais do que isso. O discurso "improvisado" do deputado foi de uma acutilância, de uma inteligência e de uma elegância de que não tenho memória.

quinta-feira, setembro 27

"Pensar o Mundo", Manuel Maria Carrilho



Um discurso esclarecido. Uma leitura abrangente e sem dogmas. Uma retórica clara. Desilusão. Algumas saídas para o país e para a europa.  

quinta-feira, setembro 20

Elogio a Paulo Portas



Sem preconceitos nem ironia. Quando Paulo Portas se opôs às alterações radicais da TSU ou tomou publicamente posição sobre a necessidade do serviço público de televisão estar alocado a uma empresa pública, mostrou definitivamente que há limites para o desvario ultraliberal, e representa, por estranho que pareça, o lado mais moderado deste governo. 
Na conferência de imprensa que promoveu, chamou patriotismo ao facto de nesta conjuntura não ter rompido a coligação, e eu concordo; fez saber a todos e por todos que estava contra as alterações da TSU, e nisso é um mestre; mostrou ao PSD que é um par no governo, e eles estão perplexos com a afronta.

sábado, setembro 8

Cavaco, o último a saber


O PR disse que um novo aumento dos impostos terá de preservar o princípio da equidade. Cavaco sublinhou ainda que só deve haver mais austeridade para os que têm escapado. As palavras são de ontem. Ontem. Recordo-as (aqui) aos crédulos, crentes da palavra dada, republicanos que elegem a mais alta figura da nação como garante da independência nacional, da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições democráticas. Quem se demitirá? Ninguém. Confrangedor, tudo isto.


domingo, junho 17

"Não queremos educação"


Whitney Sherman

Recortes  de um artigo de Paul Krugman, no El País 
A los conservadores (Romney) les encanta hacer creer que existen enormes legiones de burócratas públicos que nadie sabe qué están haciendo; en realidad, la mayor parte de los trabajadores públicos son empleados que trabajan en la enseñanza (maestros) o en la protección pública (agentes de policía y bomberos).
Entonces, ¿deshacerse de los maestros, de los agentes de policía y de los bomberos ayudaría a los estadounidenses? Bien, algunos republicanos preferirían que los estadounidenses recibiesen menos formación. ¿Recuerdan que Rick Santorum describía a las universidades como “fábricas de adoctrinamiento”? De todas formas, ni el deterioro de la enseñanza ni el empeoramiento de la protección son temas de los que quiera hablar el Partido Republicano.
Sin embargo, la prueba realmente decisiva sobre los recortes del Estado proviene de Europa. Piensen en el caso de Irlanda, que ha recortado 28.000 puestos de trabajo públicos desde 2008, lo que equivale, en proporción a la población, a despedir a 1,9 millones de trabajadores estadounidenses. Estos recortes fueron aplaudidos por los conservadores, que vaticinaron grandes resultados. Pero la recuperación nunca llegó; el desempleo irlandés supera actualmente el 14%. La experiencia irlandesa demuestra que la austeridad ante una economía deprimida es un terrible error que se debe evitar si es posible.
 La semana pasada, R. Glenn Hubbard, de la Universidad de Columbia, uno de los principales asesores de Romney, publicó un artículo en un periódico alemán en el que instaba a los alemanes a ignorar el consejo de Obama y a que siguieran llevando a cabo sus políticas de línea dura. Al hacerlo, Hubbard estaba desautorizando la política exterior de un presidente en ejercicio. Y lo que es más importante, sin embargo, estaba prestando su apoyo a una política que se está hundiendo mientras leen esto.
De hecho, casi todo aquel que sigue la situación actual se da cuenta de que la obsesión alemana por la austeridad ha llevado a Europa al borde de la catástrofe, es decir, a casi todos, menos a los propios alemanes, y miren por dónde, al equipo económico de Romney.

Paul Krugman é professor de Economia de Princeton e prémio Nobel 2008


domingo, junho 10

Franz Beckenbauer, futebol e outras coisas

"Eu nasci em 1945, ao fim da 2ª Guerra Mundial, o país estava devastado, teve de recomeçar do zero, não tínhamos nada, mas não éramos infelizes. Não havia motivo para inveja, porque ninguém tinha nada. Levávamos uma vida boa..."
Não sou apologista do caos regenerador, tão pouco da pobreza niveladora, mas o fosso entre os mais ricos e os mais pobres (um dos maiores da europa) é, qualquer que seja a nossa situação económica, absolutamente injustificável.

domingo, maio 27

A "brasilização" do Ocidente, Ulrich Beck



La consecuencia no deseada de la utopía neoliberal es una brasilización de Occidente: son notables las similitudes entre cómo se está conformando el trabajo remunerado en el llamado Primer Mundo y cómo es el del Tercer Mundo.
...
En el núcleo duro de Occidente la estructura social está empezando a asemejarse a esa especie de colcha de retales que define la estructura del sur, de modo que el trabajo y la existencia de la gente se caracteriza ahora por la diversidad y la inseguridad.
...
Cuanto más se desregulan y flexibilizan las relaciones laborales, con más rapidez pasamos de una sociedad del trabajo a otra de riesgos incalculables.
...
No nos equivoquemos: un capitalismo que no busque más que el beneficio, sin consideración alguna hacia los trabajadores, el Estado de bienestar y la democracia, es un capitalismo que renuncia a su propia legitimidad. La utopía neoliberal es una especie de analfabetismo democrático, porque el mercado no es su única justificación: por lo menos en el contexto europeo, es un sistema económico que solo resulta viable en su interacción con la seguridad, los derechos sociales, la libertad política y la democracia. Apostarlo todo al libre mercado es destruir, junto con la democracia, todo el comportamiento económico. Las turbulencias desatadas por la crisis del euro y las fricciones financieras mundiales solo son un anticipo de lo que nos espera: el adversario más poderoso del capitalismo es precisamente un capitalismo que solo busque la rentabilidad. 


quinta-feira, abril 5

Palavras


Estranho que as palavras não provoquem piores consequências do que as que normalmente têm.

segunda-feira, abril 2

A bela San Suu Kyi e os generais



"Esperamos que este seja o princípio de uma nova era, em que o papel das pessoas na política no quotidiano se vai acentuar". Aung San Suu Kyi. 
No DN, Público e El País 

sexta-feira, março 30

Dormem com ele?


“Mais de metade dos portugueses sofre de falta de sono”. Público


Em que parte estão os homens e mulheres quando o cheiro do seu trabalho fede? Quando alguém decide deslocalizar uma fábrica, participar na delapidação do erário público, fazer contratos ruinosos para terceiros, cheira mal. Este cheiro entranha-se, não sai, mesmo que se lavem uma e outra vez. As esposas sentem-no. Dormem com ele? Protestam? Ou entretêm-se, indiferentes?

sexta-feira, março 16

"Propinas aumentam 30 euros para financiar fundo de apoio a estudantes". Público


Quem legitimou os reitores para decidir a aplicação de novos impostos? A política fiscal não é competência exclusiva do Governo e Assembleia da República? A ajuda aos mais carenciados não é um problema nacional? Que raio de solidariedade é esta feita com o dinheiro de alguns?

terça-feira, março 6

No tienen ni idea de lo que están hablando. Paul Krugman


… las falsas historias sobre a Europa se están utilizando para promover políticas que sérian crueles, destructivas, o ambas cosas. La próxima vez que oigan a la gente citar ejemplo de Europa para exigir que destruyamos nuestros programas de protección social e recortemos el gasto para hacer frente a una economia profundamente deprimida, esto es lo que necesitan saber: no tienen ni idea de lo que están hablando.

                                                    Paul Krugman, professor de economia de Princeton e prémio Nobel 2008
Todo o artigo aqui.


segunda-feira, fevereiro 20

Memórias da II Guerra Mundial, 2


"Durante aquela depressão violenta, a Grã-Bretanha e 40 outros países sentiram-se obrigados, à medida que os anos passavam, a impor restrições ou tarifas alfandegárias contra produtos japoneses fabricados em condições laborais em nada semelhantes aos padrões europeus ou americanos."

quinta-feira, fevereiro 16

Os Gregos


Aos primeiros e veementes protestos dos gregos pensei que os líderes desta europa se solidarizariam com os países mais débeis e, no fundo, ao projecto europeu (aqui). De lá para cá, continuo a achar que sim, que nos salvarão. O que herdámos da civilização helénica, a matriz da civilização ocidental, devia bastar para calar a intelligenza de pacotilha que empurra sistematicamente os gregos para fora do projecto europeu.
Como eu gostaria de ser um dos signatários do manifesto de apoio ao povo grego. Subscrevo-o. Diz a certa altura: "A preocupação doméstica em sublinhar que 'não somos a Grécia' é, no mínimo, chocante no seio da União Europeia, onde mais se esperaria compreensão e solidariedade"

segunda-feira, fevereiro 13

Memórias da II Guerra Mundial, 1



“As cláusulas económicas do Tratado (Versalhes) eram de tal modo perniciosas que se tornavam obviamente inúteis. A Alemanha foi condenada a pagar indemnizações a uma escala fabulosa. Aqueles ditames eram expressão da fúria dos vencedores e da incapacidade dos seus povos para compreenderem que nenhuma nação ou comunidade derrotada poderá alguma vez pagar tributo numa escala que cubra os custos da guerra moderna.”      
                                                                                                                                     Winston Churchill

quarta-feira, fevereiro 8

Madeira, Turíngia, Saxónia ...




Não me surpreendeu a referência à Madeira como exemplo da má aplicação dos fundos estruturais, mas sim a naturalidade e a familiaridade com que o fez, como se estivesse a falar de qualquer região da Turíngia ou da Saxónia. Espantou-me a atenção que dedica a cada um de nós, “periféricos”, e enternece-me a ideia do federalismo europeu entrar naturalmente no discurso da Chancelerina.

sábado, janeiro 21